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| Aqui nunca tem polícia ou cameras, acelera que não tem problema! | |
Estou louco em escrever algo assim? É óbvio que o que os brasilienses
sentem pelo pedestre é respeito e consideração? É uma suposição absurda
a minha? Só quero criar polêmica? Mmmm, será?
O governo de Brasília se gaba há anos de que os motoristas
da capital são educados, respeitam os limites de velocidade e as faixas de
pedestres. Os motoristas daqui também se acham mais educados que os demais. Será verdade isso? Que os limites de velocidade e as faixas são
respeitadas na sua maioria das vezes não posso negar, mas que isso é feito por
educação e respeito... Há controvérsias!
Os motoristas de Brasília têm pavor da faixa de pedestres.
Ao se aproximar de uma faixa os olhos se arregalam, os pelos se eriçam, as mãos
apertam o volante, o sangue se acumula no pé direito pronto para agir sobre o
freio... Mas será que tudo isso é por
respeito ao pedestre? Respeito às leis de trânsito? Educação dita e própria?
É claro que as poucas campanhas educacionais nos últimos
anos tiveram resultado positivo sobre a população. Os motoristas foram
lembrados sobre o que são aquelas marcas brancas paralelas no chão e os
pedestres aprenderam a sinalizar antes de passar, porém vivendo e convivendo em
Brasília tenho a forte impressão que o egoísmo e a educação do candango
continuam os mesmos de 10 anos atrás.
Perguntando publicamente a motoristas daqui, porque eles
respeitam os limites e faixas as respostas são sempre “porque é o certo, o
correto, o educado”, porém perguntando com um pouco mais de intimidade a
resposta muda para : “se você atropelar alguém na faixa você está fodido!”.
O que faz o motorista da capital andar devagar (até demais)
nas ruas e parar nas faixas
não é o respeito ao próximo, e sim o medo das
multas. Antes que alguém me fuzile pelas críticas que faço deixo claro que
existem motoristas conscientes, respeitosos e habilidosos no DF, assim como
existem por aí
baleias albinas e
peixes de três olhos. Raros, porém existem. O governo precisa manter
fixa uma campanha de
conscientização e educação da população, sejam motoristas sejam pedestres.
Apenas multar para ensinar (e principalmente arrecadar), que é o lema do DETRAN/GDF,
nunca ensinou ninguém.
Outro dia estava eu a pé voltando para casa após
jantar. Estava a uns 4 ou 5 metros da faixa de pedestres. Não fiz sinal para os
carros pararem, nem sequer olhei para os carros que transitavam ou para a faixa.
Do nada, o carro mais próximo travou as rodas logo antes da faixa, o segundo
bateu no pára-choque traseiro do primeiro empurrando-o até depois da dita cuja,
o terceiro conseguiu parar a poucos centímetros. Recapitulemos; eu estava
“longe” da faixa sem menção alguma de que iria atravessar e mesmo assim o carro
travou as rodas para parar. Agora eu pergunto: Isso é mesmo respeito ou simplesmente medo?
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| Ahh desculpa! A 450 metros tinha um pedestre saindo de casa e vindo na direção da faixa e eu respeito os pedestres. |
Multa sem campanha
educacional não ensina, apenas acostuma. Sem multa e sem campanha é pior
ainda. A prova disso é que basta a polícia parar de multar que
tudo volta a ser como antes. Outra prova é que quase um terço das multas
por excesso de velocidade na capital são cometidas por carros oficiais do
governo, que obviamente não pagam multa. Parece que existe uma
lei que os obriga a pagar, mas que na realidade não passa de uma fachada. Se hoje em
dia o governo anunciar que vai retirar todos os pardais das ruas porque “o povo
foi educado com sucesso” o que aconteceria? Alguém realmente acredita que iria
continuar o “respeito” aos limites?
Basta se perguntar: Porque o brasiliense não respeita faixa
da esquerda? Estaciona em vagas reservadas a deficientes e idosos; Estaciona
para esperar os filhos saírem da escola na parada de ônibus em pleno horário do
rush atrapalhando todo mundo; Não usa seta; Não respeita preferências; Porque?
Porque isso não dá multa!
O candango não
é um motorista educado, é um motorista com medo de multa e isso é
muito
diferente! Sou a favor da multa sim! Sou contra à multa sem treinamento,
educação e conscientização que é o caso dos radares de Brasília. Eles estão lá
para multar e arrecadar, sem ensinar. Temos sido treinados como no famoso
experimento dos cinco macacos
onde basta substituir; banana por velocidade, escada por rua, água gelada por
multa e claro macacos por motoristas.
Não estou chamando ninguém de macaco! É o GDF que nos trata como
tais. Suas ações se resumem em uma frase: Para que ensinar e resolver tudo
em dois anos com campanhas sérias de educação no trânsito se podemos
arrecadar muito com multas por 20 ou 30 anos? Campanhas educacionais fixas? Sim. Multas, multas e apenas multas? Não!
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| Essas maquinas modernas facilitam tudo. Meu chefe vai adorar meus números. |